Quê Fazer Em Determinadas Circunstâncias?

Quem nesta vida nunca se deparou com uma situação inusitada e intermitentes situações reiteradas, quando na indecisão, própria da vulnerabilidade e sensibilidade humanas, fica num bico de sinuca e não sabe o que realmente fazer da vida!

            Acredito que muitas pessoas. Afinal de contas, ninguém nasceu com a perfeição, sapiência e poder para tudo decidir, como se fora intocáveis “Deuses do Olimpo”, que a tudo sabem decidir e tudo podem! – O ser humano é diametralmente oposto a insensibilidade de qualquer Deus que impõe imperativamente a sua vontade e doutrinamento. Quem não quiser, que não o siga e não se submeta aos seus ditames, porque humanos nasceram para ser dotados de fraquezas, de sofrimentos, de dores e de muitas tristezas nesta vida.

            Muitos acreditam ser os donos da razão e da certeza irretocável e inarredável, quando na verdade, não passam de meros hipócritas que imaginam que as suas vidas não merecem consertos, acertos e são tão vulneráveis aos malefícios da vida quantos outros quaisquer, porque minha gente, somos todos humanos. Pior, penso que às vezes, sequer o senso de humanidade e de humanismo, substantivos distintos, porque se de um lado se pode olvidar avistar a humanidade objetivamente, doutro, falta o humanismo que a todos deveria alcançar.

            Hipocrisias é o que mais vemos nas relações humanas e sociais. Cada qual apontando defeitos tão-somente em outras pessoas, quando na realidade, todo mundo tem os seus próprios defeitos, suas intrínsecas mazelas e os próprios demônios pessoais. É assim a vida de cada um de nós. Diferente não poderia ser. Afinal de contas, isto é uma propriedade incrustada no humano desde que o mundo é mundo e aqui, humano não é sinônimo de humanismo, mas sim, da condição de biologicamente ter vindo ao mundo com tais feições biológicas.

            Então que ninguém me venha dizer hipocritamente que é melhor do que ninguém porque não o é de forma alguma. Definitivamente o ser humano não passa de um hipócrita enrustido que em muitas circunstâncias se imagina acima dos outros e pensa que tudo pode. Esse corolário ilusório não passa de uma grande farsa que se esconde em toda carcaça putrefata de vermes pobres em viventes e andantes na proximidade de por eles vir a ser digerido impiedosamente e aí, a condição humana já não mais adianta ou interessa a ninguém, porque o humano que se imagina existir, feneceu de vez e desapareceu para sempre. Na verdade não passamos de vermes andantes prestes a apodrecer e nos digerir e, depois de alimentados fartamente, virem a morrer também e serem deglutidos pela mãe terra.

Compartilhar:

Manoel Modesto

Advogado, escritor, poeta e presidente da ABLA (Academia Buiquense de Letras e de Artes)

Publicações sugeridas:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *