O Mistério Invisível Adormecido

O mundo é formado por mistérios insondáveis que ninguém até os dias atuais, tem a devida capacidade de explicar. Fatos e coisas acontecem em que deixam muitos confabulando com os seus próprios botões e, por mais que se queira, não há nesta vida quem possa vir a compreender ou apresentar uma justificativa aceitável, sobretudo para os céticos, como eu.

         Sabe-se que cada ser humano é um mundo à parte, instransponível, impenetrável e uma incógnita que nem mesmo àquele ser vivente, em determinadas circunstâncias da vida, tem no mínimo a ciência própria do que está acontecendo no seu eu introspectivo. É assim a vida envolta pelos seus mistérios, questionamentos em que muitos aceitam por conformação e aceitação da mediocridade da vida que esta vem a ser; outros não adquirem a capacidade dessa mera e hipócrita aceitação sem que em sua mente povoem infinitos questionamentos sobre tudo isso a nos rodear e nos envolver.

            Por isso mesmo, será que existem duas entidades protetores, uma infinidade, algumas delas para dar proteção a quem se dá bem na vida e, uma outra banda, a quem tem que enfrentar as mazelas e dificuldades que a vida se nos faz ofertar de mãos beijadas e nesse grupa está inserida a maioria das pessoas existentes neste mundo.

            Alguns acreditam que as coisas acontecem como obra do acaso no dito mundo civilizado, nas formas de relacionamentos que a todos afetam, mas não se pode dizer com certeza inarredável, que isto venha a ser uma vertente verdadeira e inquestionável, porque a humanidade é fruto da volatilidade social no decurso dos tempos e à medida que as pessoas vão adquirindo novas formas de convivência humana e social. Alguns a própria natureza se encarra de dar forma, já para outros, esta vem com a convivência.

            Contextualizando a vida, as crenças e essas convivências diversificadas, chega-se a uma determinada conclusão, que se existem realmente divindades, algumas delas na sua suposta existência, são exclusivamente para fazer o mal para uma grande maioria da população mundial e, uma minoria delas, se prestam para abençoar uma minoria aquinhoada da sorte, porque num mundo como o que aí está, como se explicar tantas desigualdades sociais dentre uma ínfima minoria que usufruem de todas as benesses que a vida pode oferecer?

            Então que não se venha com essa ideia conformista de que as coisas acontecem, a exemplo de um surte pandêmico, que pode varrer civilizações inteiras, e isso a história tem demonstrado desde 400 a.C., que secularmente aparece um mal invisível a dizimar parte da população. Seleção natural de eliminação de parte da humanidade?! – Ninguém sabe explicar, a conclusão alguma se chegou. Existem teses, mas o mundo não é construído de teses, mas de uma realidade concreta, visível e palpável, a não ser invisíveis vírus que eventualmente dizima parte da população do planeta Terra. O mundo existe primeiro do que as teses, que são fruto de cabeças pensantes que podem no uso da massa encefálica pensar até que a Terra, por exemplo, é plana, quando cientificamente isto já está comprovado que é esférica.

            Que não se venha falar que isso é castigo de divindade A, B ou C, porque não faz o menor sentido existir um Deus bom e outro do mau. São opostos que não se encontram num plano convexo de forma alguma.

            Só se sabe dizer, que existe uma força poderosa inerte que os incautos dizem ser a divindade maior e determinante de tudo, o que não é verdade e, se existir, com toda certeza, essa DIVINDADE ESTÁ ADORMECIDA desde que o mundo é mundo. Tudo em síntese, se resume a um mistério insondável que se encontra em movimento infinitamente, mas que essa ação pode ter ou não reflexo na vida das formiguinhas viventes neste Universo sem início, meio ou fim.

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Manoel Modesto

Advogado, escritor, poeta e presidente da ABLA (Academia Buiquense de Letras e de Artes)

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