O Véi da Havan, é Um Farsante!

Sabe àquela “véi” careca, com roupa verde, estabanado, que gosta de aparecer todo vestido de verde e de gravata amarela? – Pois bem, ele é o Luciano Hang, dono da cadeia de lojas Havan, um empreendimento que está crescendo a mil, que segundo ele, nunca precisou de empréstimos bancários, tampouco de incentivos fiscais ou favores do dinheiro público.

À bem da verdade, não é do jeito que ele diz que a banda toca, porque nos anos de 2011 e 2012, tomou dinheiro emprestado no BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que se presta para financiar investimentos que visem o desenvolvimento econômico e social, a empresários, muitos dos quais, nunca retornam os empréstimos contraídos e dão calotes bilionários no banco de fomento nacional.

Por sua vez também, não é verdadeira a versão de que não recebe incentivos fiscais para instalar os seus empreendimentos de cadeias de lojas, a exemplo de Vilhena (RO), em que o dono da Havan recebeu em 2015 um terreno avaliado em R$ 373 mil da prefeitura para a instalação de uma loja na cidade, além de ter sido agraciado com uma isenção de 10 anos de impostos municipais pela Câmara de Vereadores. Na verdade essa mesma prática deve acontecer em outras localidades onde busca implantar o seu negócio. Então a conclusão é de que esse “véi” da Havan é um tremendo de um farsante, um fraudador e mentiroso, além de ser um tremendo de puxa-saco, baba-ovo de Bolsonaro e principalmente dos Estados Unidos, pois em cada uma de suas lojas, coloca uma estátua de acrílico, réplica da estátua da liberdade de Nova Iorque. Pura idiotice de quem vive a delirar que é puro americanista.

O cara é de um mau-caratismo sem precedentes, tendo em vista que, ele tem sido alvo contumaz da Justiça: em 1999, os procuradores federais Carolina da Silveira Medeiros e João Carlos Brandão Néto ingressaram com ação penal na 1ª Vara da Justiça Federal de Blumenau (SC) contra os donos da Havan – Hang e o irmão João Luiz – por contrabando. A acusação era de que a empresa não havia declarado 1.500 quilos de veludo, importados pelo porto de Itajaí, o que implica em dizer que a origem de seu empreendimento é duvidosa é vem de práticas criminosas.

“Segundo Brandão, o esquema de fraudes que possibilitou o crescimento da rede, com o consequente enriquecimento do empresário e da família, começou com a criação de uma importadora de fachada, que não tinha sede própria e nem empregados, em 1996. O empresário, segundo o procurador, utilizava uma off-shore com sede no Panamá para adulterar faturas e notas fiscais como forma de esquentar os produtos comprados no exterior por meio da importadora. Ele diz que tudo era acobertado por servidores da Receita Federal do porto de Itajaí (sic).”

O empresário responde a processos na Justiça e foi denunciado num processo que envolveu além dele, Luciano, mais 13 pessoas, tendo o empresário sido também acusado de usar duas contas em Miami para lavagem de dinheiro de origem criminosa. Em maio de 2004, o prejuízo à União estava avaliado em R$ 168 milhões. “Curiosamente a denúncia foi considerada inepta pela 1ª Vara da Justiça Federal em Itajaí, que julgou o caso, embora estivesse muito bem documentada e contivesse muitas provas. A ação penal foi considerada nula. E, mais curiosamente ainda, o Ministério Público Federal não recorreu da decisão”, disse Brandão à reportagem do Extra Classe. O procurador atualmente atua em Blumenau e não tem mais jurisdição sobre o caso.

Como sempre tenho dito, a origem de muitos empreendimentos, riquezas e fartos patrimônios e economias, tem origem em práticas criminosas e depois de certo tempo, a partir do momento que passa a ganhar âmbito de prestígio determinados empreendedores e empreendimentos, pelo visto a fase de práticas criminosas vão sendo esquecidas e o sujeito para a ser visto como um “cidadão de bem”, do tipo apoiador de Bolsonaro, como ele de fato o é de carteirinha, a ponto de colocar um avião carregando uma faixa com o nome de Lula, chamando-o de “cachaceiro” e pedindo para ele devolver o seu dinheiro, quando na verdade, pelo que se pode depreender, quem surrupiou dinheiro público e do povo, foi na realidade ele mesmo para ilicitamente enriquecer sem causa, esta é a verdade sobre esse salafrário “véi da Havan”.

O sujeito é tão canalha a ponto de ter enriquecido nos governos do PT e de ser hoje um dos maiores críticos do PT e vê a sombra do comunismo em tudo quanto é lugar, a pretexto de ter formado esse patrimônio através de lavagem de dinheiro, de importações ilegais de seus produtos vendidos em seu empreendimento, que são chineses e não valem porcaria nenhuma e ainda tem a cara de pau de sair por aí todo vestido de “verde e gravata amarela”, se achando que é “patriota”, o que é uma tremenda palhaçada próprias de farsantes, picaretas e salafrários que como ele, que enriqueceram às custas de práticas criminosas e depois busca demonstrar que se trata de uma exímio empreendedor que enriqueceu graças ao seu árduo trabalho.

Tudo na realidade é pura balela desse homenzinho careca, feia pra “caceta”, que está mais para um marciano todo pintado de verde. É assim que se deve encarar esse farsante que posa de empreendedor bem-sucedido, mas sua riqueza tem origem no submundo do crime, esta é a verdade que os americanos sempre gostaram de ver, além de brasileiros imbecilizados, que tem um mau-gosto de doer. É esse o tipo imbecilizado e idiotizado de “cidadão de bem”, que o bolsonarismo faz questão de adorar. Pura palhaçada de um mero farsante que enriqueceu através de práticas criminosas, mas como basta se justificar ou pedir desculpas, que segundo outro picareta, Sérgio Moro, tudo está perdoado.

Pesquisa na fonte do link: https://www.extraclasse.org.br/economia/2018/02/havan-expandiu-atividades-com-dinheiro-publico/, em 08.02.2020.

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Manoel Modesto

Advogado, escritor, poeta e presidente da ABLA (Academia Buiquense de Letras e de Artes)

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