Marcas de Bolsonaro estão sendo colocadas em prática – intolerância, ódio e matanças

Não se poderia esperar absolutamente nada de alguém que veio de uma corporação militar, foi um capitãozinho medíocre que chegou a ser expulso e aposentado compulsoriamente como forma de compensá-lo, que do obscurantismo e provido de desconhecimento da história de nosso país, chegou a ser alçado a comandante máximo da Nação brasileira por um acidente de percurso.

Recobrando a campanha

Durante a sua campanha política, o seu mote principal foi centrado no preconceito, na intolerância em face de minorias que viviam escondidas da sociedade, do racismo entre as diversificadas etnias, da importância hipotecada aos poderosos, ricos, milicianos e a promessa de encampar os extrapolamentos que o estado-policial viesse a cometer, ao exacerbar de seus próprios limites de dar proteção e segurança a cada um dos cidadãos do país, que é a finalidade básica de cada corporação encarregada desse mister em cada estado da federação, e o que ele pregava vem realmente acontecendo e na verdade “o bandido bom, está sendo o bandido morto”. Até poder-se-ia concordar se acaso atingisse apenas o periculoso bandido e houvesse previsão legal para condenação sumária, porém não é bem assim que está acontecendo e muitos estão sendo mortos sem sequer ter direito à identificação.

Rumo ao poder

Depois de expulso do exército, entrou para a política e com um discurso demagógico, chegou a ser deputado federal por quase três décadas e nunca chegou a aprovar um projeto de lei que se prestasse para favorecer ou beneficiar algum segmento da sociedade, até mesmo os que sempre estiveram do seu lado. Aproveitando-se de uma lacuna perdida no espaço por algum deslize do segmento da política do poder que entrou em colapso, foi que diante desse momento de fragilidade da política nacional e do psiquismo perturbado de uma grande parcela da população em transe, que manipulada pelos grandes e corporativos meios de comunicação, com uma pregação nazi-fascista, porém sem apresentar nenhum projeto político de governar este país, se lança candidato à presidência com uma pregação extremamente perigosa para o futuro do Brasil e eis que, chega a se eleger o chefe máximo da Nação brasileira, o que já se previa que não seria nada positivo.

A ilusão do grande herói

Enganados, os mais desinformados, afoitos e fanáticos, acreditaram que seria melhor mesmo para sacolejar este país, eleger um psicopata para dirigi-lo e assim foi feito. Com o cetro do poder nas mãos, as consequências vêm sendo sentidas por quem tem um mínimo de senso na “caixola” que deveria pensar e que muitos não a usam senão como penico para encher de merda fétida. E assim, quem deveria no divisor de águas ser o pacificador social, continua com a mesma cantilena de campanha com na pregação de incitamento ao ódio, à intolerância, ao preconceito, ao racismo e está levando à população ao medo e temor de que algo de bem pior venha a acontecer, como de fato já vem acontecendo e isso não poderá trazer nada de bom para um futuro bem próximo deste país.

Invasão às terras dos Wajãpi

Na madrugada deste sábado, cerca de 50 garimpeiros invadiram a Terra Indígena Wajãpi, no Amapá e segundo se informa, já chegaram a matar dois caciques, o que é fruto dessa política destrutiva que esse maluco tanto pregou, para ver a terra que por direito pertence aos índios, nas mãos de brancos hipócritas que representam interesses escusos, querem dominar essas áreas para roubar as riquezas indígenas, assim como quem tira um doce de uma criança e pelo visto ninguém está tomando nenhuma providência. É neste país do mundo real das coisas que estamos vivendo nesse momento em transe atual.

Caminhos semelhantes

Que ninguém se iluda, porque Hitler antes de chegar ao poder, trilhou esse mesmo caminho, consoante nos mostra a história e o mundo como consequência chegou à Segunda Grande Guerra Mundial que, até prova em contrário, dizimou a vida de 6 milhões de judeus. Por isso mesmo é necessário o mais urgente possível que esse monstro brasileiro travestido de mais um “ungido de Deus”, seja imediatamente contido, para que os seus seguidores fanáticos não venham a cometer mais crimes contra as minorias indefesas e desvalidas deste pais, senão ninguém sabe aonde essa onda de violência e intolerância vai chegar. No caso brasileiro este mal tem que ser cortado de imediato, porque algo de muito pior está batendo mais uma vez em nossa porta e muitos não estão se dando conta desse perigo real e iminente. Na verdade muitos só vão acordar mesmo, quando começaram a ceifar a vida de seus próprios entes, aí quem sabe, já será tarde demais!

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Manoel Modesto

Advogado, escritor, poeta e presidente da ABLA (Academia Buiquense de Letras e de Artes)

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