Molequismo Político

Hélio Negão, Pazuello e Bolsonaro

Associe-se o termo “molequismo” político, a todos os fundamentalismos filosoficamente distorcidos da realidade normal que deveria nortear os caminhos da humanidade.

         Molequismo sim! – Isso porque é com esse tipo de comportamento com o qual se depara no momento atual a praxe política desses moleques que se aventuram a entrar na política só para se arrumarem! -  Quiçá esses “modismos” sempre foram a tônica predominante desse meio execrável em que se tornou a política. No seu nascedouro, etimologicamente falando, seria uma ciência social em se se assentaria as regras e ditames em busca de uma sociedade mais justa e igualitária para a humanidade. No entretanto, ou aqui ou alhures, não foi nisso que a política foi transmutada.

         O que prevalece nos dias atuais, com os avanços em todos os campos sociais, quer no comportamento, nas ciências, na tecnológica, na informatização, e na maneira de se vê as coisas e mundo, tudo se transformou para piorar a vida dos mais pobres, carentes e necessitados. Quem mais sofre de um modo geral, são os que fazem parte desse segmento que se colocou à margem da sociedade que deveria encarar a política não com os seus “ismos” nocivos, mas sim, com o que há de melhor para as populações globais e locais usufruírem de forma a ninguém chegar a viver na indignidade.

         Muitos povos adoram essa política do “molequismo” e, diferentemente, não poderia ser diferente no Brasil, que certamente mais avança nessa forma degenerada de se fazer política e isso não é mérito tão-somente de quem está nos mais longínquos rincões, mas sim, daqueles que fazem parte e integram o centro do poder. A molecagem política vive ao seu lado, no seu próprio habitat, em seu município, na sua cidade e em sua rua e até na sua morada.

         Tem até os que buscam enganar o povo o tempo todo por todo o tempo e pelo visto, estão conseguindo consolidar a política do “molequismo”. Não existe uma luz no final do túnel para que essa forma do “aproveitadorismo”, do “enganismo”, do “fulanismo”, do “roubalhismo”, venha a mudar de forma alguma. De certa forma, todos querem tirar uma lasquinha do que politicamente em nome de um povo insano como o brasileiro, em que na cegueira profunda em que esta sociedade foi forjada, vem se transformando para pior e disso não sairá de jeito nenhum. Uma parcela da população nos faz voltar há 1,8 milhões de anos e 100-200 mil anos no tempo, de acordo com a antropologia.

         Esse “molequismo” de se fazer política de sempre se tirar vantagem e fazer os outros de ignóbeis animais descerebrados, pelo visto, ainda vai perdurar por séculos e mais séculos sem fim, amém!

         O Brasil pelo visto, embora o seu tamanho de dimensões geográficas invejáveis para o restante do mundo, pelo visto está inserido nesse modelo em que muitas pessoas volveram ao tempo do “home erectus” e ainda se encontra na fase evolutiva para o “homo sapiens”, há 50 mil anos.

         Quem sabe se daqui a mais 50 mil anos o brasileiro não chegue a um nível de desenvolvimento em que possa ver de verdade a realidade com a qual nos deparamos no momento atual, porque nessa fase transitória, a lentidão para compreender o que se passa, a massa encefálica de uma grande parcela da nossa sociedade, ainda não chegou a entender claramente absolutamente nada.

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Manoel Modesto

Advogado, escritor, poeta e presidente da ABLA (Academia Buiquense de Letras e de Artes)

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