Interpretação de texto, algo fácil?

Ora, a essa altura do campeonato, aonde se requer de uma pessoa algo que não se está no cotidiano do dia a dia, como a interpretação de um texto ipso litteris, se torna difícil se analisar o desenvolvimento de um texto, por ínfimo que seja, em sua inteireza, em face da falta de praticidade nesse tipo de análise, quando deixou para trás essa estudar vorazmente para prestação de concursos ou de vestibulares.

Claro que isso não significa em dizer que ao se ler um texto, a gente não chegue a entendê-lo de forma alguma. No geral, numa primeira visão ou que seja uma leitura rápida, se tem a devida noção do conteúdo de um determinado texto e do que este quis transmitir em seu contexto ou como forma de comunicação de algum acontecimento ou de informação. A questão é analisar ponto a ponto e se chegar assim de soslaio, ao pé da letra, no verdadeiro sentido do texto, porque numa olhada superficial, a gente que não está habituada a fazer essa análise aprofundada, não chega quase a absolutamente nada.

É mais do que notório e evidente o fato de que, quem lê corriqueiramente e escreve, por exemplo, tem por dever e obrigação de entender esse meio de comunicação textual, porém o que não dá para uma compreensão mais aguçada é justamente o sujeito ler determinado texto e entender nas entrelinhas o que realmente determinado texto quis transmitir, isto porque a gente está acostumada à leituras rápidas e por conseguinte, entender a mensagem subjacente do texto, sem adentrar detalhadamente na mensagem embutida em cada oração, cada frase, cada palavra, mas sim, naquela mensagem objetiva que visa atingir quem vem a ler determinado texto.

O fator de se ler um texto qualquer e embora venha a entender a mensagem neste embutida, não significa em dizer que quem o leu esteja devidamente preparado para fazer uma análise aprofundada como se fora um expert em concursos ou em prestação reiteradas de vestibulares, porque para isso, se consulta praticamente quase no cotidiano do que se exige, para poder prestar com condições de êxito um prova de vestibular ou de um concurso público.

Na verdade, com essa falta de atenção, a gente que tem habitualidade de ler e escrever, necessariamente nem sempre está devidamente preparada para ler um texto e chegar a ser capaz de fazer uma análise do verdadeiro significado nas entrelinhas daquilo que determinado autor de um texto quis na realidade transmitir como fato noticioso, de conhecimento ou de alguma matéria jornalística, porque o sentido no geral nos escritos de hoje já estão embutidos quer na manchete ou no subtítulo de algum texto, razão pela qual, de se tropeças numa análise aprofundada contextual de determinado texto escrito.

Para finalizar, se um jornal, a exemplo do da foto acima, publica uma matéria sobre a morte de Júlio de Mesquita, todos vão saber que esse cidadão veio a falecer, embora ninguém tenha noção de quem seja; porém logo após no subtítulo, vem os dizeres: o cruzado da democracia. Ainda assim, para quem conhece a história desse homem, certamente vai lamentar muito pela grande perda, entretanto, para quem não, terá que ler o texto atentamente para saber quem realmente foi essa pessoa em que na manchete da Folha de são Paulo, é noticiado o seu falecimento.

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Manoel Modesto

Advogado, escritor, poeta e presidente da ABLA (Academia Buiquense de Letras e de Artes)

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