Como entender Sérgio Moro mandar a PF investigar a si mesmo?

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Tendo recebido, por haver sido um acordo mesmo antes da eleição de Bolsonaro, desde que condenasse e prendesse Lula antes do pleito eleitoral, o ex-juiz Sérgio Moro, recebeu como recompensa o superministério da Justiça e Segurança Pública, o que só vem a comprovar a parcialidade e mau-caratismo desse ex-magistrado.

O interessante com todo esse desenrolar dos fatos, depois que o jornalista americano Glenn Greenwald, do Site The Intercept, vem denunciando a podridão de que como toda essa sujeira aconteceu no miolo da política e instituições brasileiras, sobretudo o Judiciário, chegou ilegal e criminosamente, aonde o próprio Moro mandou grampear conversas do ex-presidente Lula com a Presidenta Dilma e de tantas outras pessoas e isso é crime também. Pior foi a espetacularização dos holofotes da Globo e de outras TV’s brasileiras não confiáveis.

A questão estapafúrdia e com uma pitada de tragicomédia da Idade Média, é mandar os próprios vassalos do rei, investigar um crime do qual o próprio é acusado, como Moro está se utilizando da própria Polícia Federal, sob seu comando, o que seria o mesmo que abrir a porta do galinheiro para as raposas entrarem. Seria o mesmo que buscar justificar por meios de “arrumadinhos”, tão próprios em inquéritos policiais, para acobertar e justiçar os malfeitos de um ex-juiz que não se comportou com as dignidade e ética que manda a toga que vestiu, e isto que ele faz é só mais uma transgressão da lei, no intuito de acobertar as suas “safadagens” para os crimes que praticou com abuso de poder e de autoridade.

Com essa atitude insana o ex-juiz e superministro Moro, só veio a demonstrar mesmo, o despreparo do qual é provido, tanto no exercício do munus público, quanto como ser humano, porque na realidade ele não passa de mais um mau-caráter, que de herói passou à vilão, querendo se safar usando de seus próprios meios sob o seu comando, dos crimes de lesa-pátria que cometeu. Por isso mesmo deve ser processado, julgado, condenado e preso, porque o seu lugar é envolto em quatro paredes vendo o sol nascer quadrado.

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Manoel Modesto

Advogado, escritor, poeta e presidente da ABLA (Academia Buiquense de Letras e de Artes)

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