As dobras do mundo – caminhos de incertezas

Em todos os segmentos da vida em sociedade, não podemos ter certeza de absolutamente nada. Até mesmo dessa vidinha medíocre que vivemos diuturnamente sempre de forma repetitiva, a não ser quando um detalhe vem quebrar a monotonia e pode modificar tudo, nada ou quase nada, é que pode mudar o rumo das coisas e do mundo à nossa volta. Fazer o quê? – Afinal a vida é assim, mas uma reação sempre vai surgir na linha do horizonte da vida, nas voltar que o mundo dá.

            Poupem-me os que são céticos em demasia, porque estes na verdade não evoluíram mentalmente e ficaram paralisados no mínimo lá atrás, na Idade Média por exemplo, porque não evoluir e não querer perceber ou ver a realidade dos fatos, de tudo pelo qual a gente vem passando, a mim me parece que muitos de nossa espécie infelizmente não avançaram e pararam como estátuas no tempo e são as mesmas da Grécia Antiga em suas aparências, apesar de representar a sabedoria milenar de uma civilização.

            O mundo com todos esses avanços tecnológicos em todos os campos de atividades humanas, na verdade a mentalidade pouco ou praticamente em nada evoluiu, porque a hipocrisia do ser humano é tanta, que nos deixa perplexos e sem noção do que e para que determinadas pessoas vieram a sobreviver do hecatombe como sobrevivente do ejacular da formação da vida junto com um óvulo do sexos opostos, que na verdade, hoje com os avanços científicos só depende mesmo de que se faça uma fecundação científica in vitro e a vida vem ao mundo, em face dos novos modelos familiares que estão surgindo no meio social, realidade esta da qual não podemos nos furtar.

            Chocante! — Escandaloso! — É, pode até ser, mas não deixa de ser mais uma vida, quer venha de fecundação natural ou artificial, sem saber sequer a origem de determinado sêmen humano, ainda assim é mais uma vida que veio a habitar este populoso planeta que ninguém sabe na verdade aonde é que vai se parar. O que na verdade vemos diuturnamente é um mundo, um Universo infinitesimal que ainda se encontra em contínua expansão e ninguém sabe aonde isso vai desaguar na linha do tempo daqui a bilhões de anos, para, no final, tudo zerar de uma só vez, é isto que vai acontecer ao que chamam de fim de mundo.

            À bem da verdade, a gente vive mesmo num mundo de caminhos de incertezas, em que grupos se formam em guetos fechados em copas de suas próprias convicções, mas como forma de conter os seus próprios instintos selvagens, para não auto se destruírem como sempre fizerem, e isto nunca vai parar de forma alguma, porque neste mundo é que as populações do planeta Terra vão continuar vivendo, porém sem ter um norte ou uma certeza inabalável, porque ninguém sabe de absolutamente nada, por mais estudiosos, preparados ou inteligentes que sejam, esta é a realidade provável é a mais palpável que podemos olvidar e voltamos sempre ao mesmo buraco negro sem fundo.

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Manoel Modesto

Advogado, escritor, poeta e presidente da ABLA (Academia Buiquense de Letras e de Artes)

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